1. SEES 21.11.12

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  OS LIMITES TICOS DO MERCADO
3. ENTREVISTA  MITCHELL BAKER  AS INOVAES EM JULGAMENTO
4. LYA LUFT  VAMOS SER QUEM SOMOS
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  NOVOS CAMINHOS NA ABORDAGEM DO AUTISMO

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

ELEJA O JOVEM MAIS INSPIRADOR
Criado por VEJA.com em parceria com a Fundao Estudar, com o objetivo de identificar e encorajar talentos que queiram transformar o Brasil, o Prmio Jovens Inspiradores chega  fase final. Durante a seleo, os participantes tiveram de demonstrar seu esprito de liderana e apresentar solues prticas para problemas do pas. No site de VEJA, voc encontra os projetos dos dez finalistas, seu perfil em vdeo e uma srie de programas especiais, gravados no estdio da MTV, em que eles mostram seu carisma, seus conhecimentos gerais  e que tambm sabem se divertir. Eleja o mais inspirador entre eles. O resultado da votao ser revelado no dia 28, juntamente com o nome dos trs vencedores do prmio, escolhidos pela comisso julgadora. Para assistir aos vdeos e votar, acesse: www.veja.abril.com.br/premio-jovens-inspiradores/votacao

CONTRA A DOR
Alguns alimentos possuem propriedades que ajudam a evitar as dores. Nozes, castanhas e o fruto do guaran, por exemplo, apresentam substncias que reduzem o enferrujamento celular. Cibras podem ser evitadas por meio do consumo de melo e vegetais de folha escura, que contm, respectivamente, potssio e magnsio, relacionados s contraes musculares. Esses alimentos, no entanto, devem ser consumidos em carter preventivo, e no no tratamento da dor aguda. Conhea oito alimentos com propriedades analgsicas e anti-inflamatrias.

ESTRADAS DO FUTURO
Um novo conceito de estrada pode ser adotado na Holanda a partir do ano que vem. Ela brilha no escuro, avisa os motoristas de perigos na pista e at recarrega carros eltricos em movimento. So as smart highways (rodovias inteligentes, em ingls), projetadas pelo designer holands Daan Roosegaarde (foto) em parceria com a construtora Heijmans Infrastructure. Em entrevista ao site de VEJA, Roosegaarde explica o fundamento de seus projetos.

POR QUE VOC NO VAI CONSEGUIR UM INGRESSO DE COPA
Na semana que vem (21 de novembro), comea a pr-venda de ingressos para a Copa das Confederaes, o ensaio geral para o Mundial no Brasil. Conseguir uma entrada  tanto para 2013 como para 2014  no ser fcil. Na verdade, ser quase impossvel. Como torcedores de todo o planeta esperam vir ao pas para acompanhar as partidas, a demanda pelos bilhetes  altssima. No caso de algumas sedes e dos jogos mais desejados, s os muito sortudos conseguiro comprar ingresso no sistema de sorteio da Fifa. Reportagem no site de VEJA explica como funciona o processo, qual  o calendrio da comercializao das entradas, quais so os tipos e preos de bilhetes, como proceder para pedir o seu e como aumentar sua chance de acompanhar as competies ao vivo.


2. CARTA AO LEITOR  OS LIMITES TICOS DO MERCADO
     Uma reportagem desta edio de VEJA dedica-se a refletir sobre os limites ticos do mercado como mediador das relaes humanas. A ideia mais aceita  que o dinheiro pode, efetivamente, comprar tudo  at amor verdadeiro, na boutade cnica do dramaturgo Nelson Rodrigues. A iniciativa da catarinense Ingrid Migliorini de fazer um leilo da virgindade pela internet  um desses episdios que testam as fronteiras do que  aceitvel mercadejar. Segundo informa o site dedicado ao leilo, ele foi vencido por um cidado japons. O ganhador ofereceu 780.000 dlares. Nesta semana, ele vai cobrar sua prenda em uma complicada operao que, para escapar das leis, obriga que ela seja consumada a bordo de um jato sobrevoando guas internacionais. A ao dos mensaleiros, que no topo do primeiro mandato do governo Lula compraram votos de parlamentares no Congresso Nacional,  outro evento que, se oferece dilemas morais menos intensos por ser um crime patente, traz tambm a marca da aceitao do poder do dinheiro.
     A reportagem de VEJA d voz a duas linhas opostas de pensamento. Cada uma delas tem um representante que se destaca pela clareza dos argumentos e pela combatividade. De um lado fica Richard Posner, jurista americano, autor de cerca de quarenta livros e ardente defensor da tese de que, se h um vendedor e um comprador que, livres de presses, entram em um acordo comercial, a transao  legtima, seja qual for o produto, desde que no cause danos a terceiros. Na liderana da corrente oposta, destaca-se Michael Sandel, professor de filosofia da Universidade Harvard, autor do best-seller O que o Dinheiro No Compra. Ele sustenta que as empresas e as pessoas esto levando longe demais o conceito de que tudo tem um preo.
     Sandel argumenta que h uma viga mestra de retido nos seres humanos, e essa fora elementar repudia a precificao de valores fundamentais da civilizao. O pensamento de Sandel, muito mais adequado aos tempos em que vivemos do que o do pragmtico Posner, tem razes profundas na histria do humanismo. Essa linhagem pode ser reunida em torno do consenso de que quem acha que pode comprar tudo na verdade no valoriza nada. Vender a virgindade e comprar o apoio de partidos polticos so duas atitudes que revelam em seus autores a mesma concepo utilitarista e rasa da vida. Uma deprecia a intimidade. A outra ultraja a democracia.


3. ENTREVISTA  MITCHELL BAKER  AS INOVAES EM JULGAMENTO
A criadora do Firefox, navegador que revolucionou a internet, diz que a atual guerra de patentes ameaa o esprito criativo de uma indstria dependente das inovaes.
FILIPE VILICIC

O ambiente democrtico da internet deve muno  americana Mitchell Baker. Advogada especializada em direito digital, ela ajudou a criar as condies para o lanamento do primeiro navegador comercial, o Netscape, nos anos 90. Em 2004, como presidente de uma fundao sem fins lucrativos, a Mozilla, Mitchell causou uma revoluo com o sistema de licenciamento do Firefox. Os cdigos que fazem funcionar esse navegador so abertos.  permitido copi-lo ou adapt-lo em outros produtos, contanto que as inovaes sejam compartilhadas. O modelo inspirou gigantes, como o Google, na criao de navegadores e diversos outros produtos. Aos 55 anos, Mitchell Baker  uma trapezista aplicada, fala mandarim com razovel fluncia e se preocupa com a falta de mpeto inovador no mundo digital.

Quem se prejudica mais com as disputas judiciais envolvendo patentes entre a Apple, a Samsung e a Motorola? 
O maior prejudicado, em primeiro lugar,  o ritmo de inovaes que tradicionalmente impulsiona o mundo digital em direo ao futuro. Um estudo recente mostra que as maiores companhias da rea de tecnologia digital, como a Apple, j gastam mais com processos judiciais, que exigem equipes enormes de advogados ao redor do globo, do que com o desenvolvimento de novos produtos. Elas esto, portanto, deixando a criatividade em segundo plano. O consumidor, evidentemente,  outro prejudicado. A Apple e a Samsung foram a retirada do mercado de smartphones e tablets alegando que a concorrente copiou alguma de suas patentes. A escolha do que sobrevive ou no nas lojas deveria ser do consumidor, no de juzes e advogados. Por fim, a estratgia injusta promovida nos tribunais amedronta e barra a criao de startups (empresas iniciantes), que no tm chance nesse jogo pesado. No por faltar inspirao a seus donos e empregados, mas por elas no terem em caixa o mesmo capital dos tits da tecnologia.

Esse cenrio no  a prpria negao do esprito revolucionrio da indstria digital? 
 realmente vergonhoso. Steve Jobs s chegou ao topo porque no comeo, nos anos 70, ele pde se reunir com equipes de engenheiros e designers que compartilhavam sem temor suas descobertas. Esse ambiente colaborativo lhe deu a base para criar o Apple II, o primeiro computador pessoal com a cara que conhecemos. S assim a empresa de Jobs teve condies de enfrentar as grandes companhias daquele tempo. Passadas quatro dcadas, a Apple  grande promotora desse conflito judicial por patentes, impedindo que outros possam se inspirar em seus produtos para criar suas inovaes. A prpria empresa criada por Jobs tem barrado o surgimento de novos Jobs.

O futuro da inovao pode estar comprometido? 
Lembremos que a internet e os protocolos regidos por ela foram criados por pesquisadores que trabalhavam para governos, como o americano, e por cientistas que nada queriam lucrar, como os do Cern (Organizao Europeia para Pesquisa Nuclear), onde foi desenvolvida a WWW (sigla para World Wide Web). Se no comeo prevalecesse a determinao de no compartilhar inovaes e se elas fossem protegidas por barreiras de patentes, a internet nunca teria se transformado no ambiente democrtico que , no qual qualquer um pode divulgar o que bem entende. Voltando aos dias de hoje, temos de avaliar as pssimas consequncias que podem advir do fato de apenas uma ou outra empresa poder fabricar tablets e smartphones.

Quais seriam essas consequncias? 
Ficaramos todos, empreendedores, cientistas e consumidores, refns de um pequeno grupo de empresas. Os desenvolvedores de aplicativos seriam submetidos s vontades da Apple e do Google. Os preos passariam a ser ditados por pequenos times de executivos. A concorrncia seria tremendamente desleal, com efeitos negativos na economia.

 esse cenrio negativo que nos espera? 
Acredito que no, felizmente. Aprendi que o mundo digital opera em ciclos. H momentos de intenso compartilhamento entre jovens empreendedores que resultam em enxurradas de inovaes. Uma parcela dessa turma depois passa a lucrar imensamente com o que criou e a no ser generosa com os demais empreendedores. Isso em geral no dura muito tempo. Logo surgem grupos que encontram brechas nessa lgica, furam as regras e reabrem um novo ciclo de inovaes. Pode ser que as prprias companhias entendam que esto desperdiando esforo e gastando dinheiro demais com advogados que as representam nas guerras de patentes. As empresas comeam a sentir que tm um problema srio quando elas prprias constatam a diminuio de seu ritmo de produo de inovaes. Isso j aconteceu na Apple. Nos anos 90, a empresa criada por Steve Jobs descuidou da inovao, e o resultado foi que ela quase entrou em processo de falncia.

J houve um perodo de dominao de um nico grande fornecedor de solues na internet? 
H oito anos, antes do navegador da Firefox, quase 100% das pessoas se restringiam ao uso do Internet Explorer, da Microsoft, e achavam que estava bem assim. No viam escapatria. A sociedade tinha perdido o controle da web. Isso  similar ao direito do cidado de ir e vir na vida real. Nenhum pas, nenhuma organizao, nenhuma empresa pode assumir o controle da internet. Mas, at aquele momento, o navegador era visto s como um cone na barra de ferramentas do Windows que, quando clicado, permitia a entrada na web. No fazia diferena quem estava por trs desse cone. Nenhuma empresa com fins lucrativos ousava desafiar a Microsoft e seu Internet Explorer, j que todos achavam que isso resultaria em prejuzo. Como somos uma fundao sem fins lucrativos, foi possvel para ns competir com a Microsoft. Se hoje  senso comum que o navegador dita e guia nossa experincia virtual,  porque provamos isso com o Firefox. Nosso trabalho ajudou a restabelecer as leis de mercado. Tiramos a Microsoft de seu trono e abrimos caminhos para outros competidores, como o Google Chrome. Hoje, a lgica da hegemonia que a Microsoft desfrutou por algum tempo no mundo dos navegadores de internet est sendo replicada no mercado de tablets e smartphones, com o iOS, da Apple, e o Android, do Google, dominando a cena de forma claramente abusiva.

Qual foi o segredo que permitiu tirar um naco do mercado da Microsoft na internet? 
Tivemos sucesso porque criamos um produto que as pessoas realmente queriam. De nada adiantaria fazer s um navegador de cdigo aberto, mas que o consumidor no quisesse baixar. Percebemos isso quando foi lanado um primeiro modelo, sem sucesso. Trs anos depois, em 2004, fizemos o Firefox. Ele  bom, eficiente, agradvel. S assim pudemos pensar em um navegador que, alm de criar impacto na sociedade, tivesse sucesso comercial. Outro segredo  o conceito de cdigo aberto. Qualquer desenvolvedor do mundo pode nos ajudar a melhorar nosso navegador, o que ocorre diariamente. Temos em mos um produto bom e malevel que  constantemente aprimorado em benefcio de todos os usurios da rede.

Os softwares livres, com o cdigo aberto, ajudaram pases em desenvolvimento, como o Brasil, a ter participao mais ativa na web? 
H quinze anos, os negcios do mundo digital eram extremamente centralizados. Uma pessoa fora das grandes empresas do setor dificilmente tinha a oportunidade de participar das mudanas que ocorriam. No  mais assim. A forma como pensamos a arquitetura da web mudou. Hoje a lgica  permitir que qualquer cidado tenha acesso aos sistemas que regulam a internet e, assim, possa se envolver. Qualquer um com um computador conectado pode ter acesso s informaes que todo mundo compartilha. Basta uma pesquisa rpida para descobrir como as coisas funcionam. Qualquer indivduo, seja de um pas pobre, seja de um pas rico, tem oportunidade de aprender, inovar e ganhar rios de dinheiro com isso.

Como a senhora responde aos crticos que consideram o cdigo aberto um estmulo  pirataria e uma ameaa s leis de direitos autorais? 
No ocorre nada disso. Veja o caso das leis de direitos autorais. Processos de patentes s deveriam ser levados adiante quando algum faz uma cpia evidente de um produto. Nesses casos,  indiscutvel que as empresas possam ter assegurados os direitos sobre os produtos desenvolvidos por elas. Na minha opinio, o ideal  que as empresas tenham direito sobre a venda do produto, mas tambm compartilhem algumas das inovaes que levaram ao seu desenvolvimento. Ningum discute tambm que algumas das aes judiciais que correm hoje nos tribunais so risveis. Francamente,  um abuso uma empresa buscar ajuda da Justia para se declarar dona do design de um cone de programa ou de tablets.  o que a Apple tenta fazer. Ela quer ser dona do direito de uso do formato de cantos arredondados desses dispositivos. Um retngulo similar com cantos retos todo mundo pode usar.  ridculo.

A senhora concorda com o endurecimente das leis antipirataria, em estudo nos Estados Unidos e em alguns pases da Europa? 
De forma alguma. Essas leis protegem o contedo a todo custo, sem considerar o que faz com que a web seja to inovadora. Elas no levam em conta que a internet tem de ser um ambiente livre para o aparecimento de sites, programas, ideias. Essas propostas pretendem criar uma barreira intransponvel, limitar a navegao e o acesso, para proteger direitos autorais. Essa forma de pensamento  antiquada e no combina com os moldes atuais da web, cuja essncia do jogo  o compartilhamento em redes sociais de vdeos, fotos e ideias. O risco  os Estados Unidos se tornarem uma China. Precisamos sentar todos juntos, os agentes de transformao da web, para pensar em como combater a pirataria.

O que deveria ser levado em conta nessa discusso? 
Que a sociedade acredita que muitas coisas devem ser compartilhadas gratuitamente pela web. No h como mudar isso. Leis extremistas acabariam por provocar prejuzos econmicos maiores que a pirataria.

O Brasil  hoje um dos grandes celeiros de hackers. Isso  bom ou ruim? 
Depende de como o Brasil educa seus hackers. Podem surgir garotos com habilidades extraordinrias para empreender, gerar empregos e criar uma sociedade melhor. Ou o Brasil poder ver aumentar as fraudes, os crimes virtuais, sem os benefcios de ter gente talentosa.
 possvel reverter esse cenrio de disputas judiciais por patentes? 
A Mozilla desenvolveu um software que roda aplicativos em smartphones e tablets apenas com recursos da web. Ou seja, dispensa um sistema operacional tradicional, como o Android, do Google, ou o iOS, da Apple. O programa, que tambm deve ser chamado de Firefox, tem cdigo aberto e qualquer um pode tentar melhor-lo. Como o programa ajuda a baratear a fabricao de um aparelho, nossas parceiras, como a Telefnica da Espanha, com a qual j fechamos contrato, podem oferecer smartphones a preo menor. Nossa ambio  provocar impacto similar ao alcanado com o lanamento do navegador Firefox, em 2004.

 verdade que o Brasil ser um dos primeiros a receber esses smartphones? 
O Brasil  o retrato de nosso pblico-alvo. Os mais pobres, que formam a maioria no Terceiro Mundo, podero ter celulares to bons e eficientes quanto um iPhone. Isso vai aquecer o mercado e permitir o surgimento de outras empresas.

Seu objetivo  acabar com o modelo de negcio de empresas como Microsoft e Apple? 
De forma alguma. Essa maneira tradicional de realizar negcios tem sucesso. Para o mercado e para os consumidores,  importante a existncia dos dois modelos, o fechado e o aberto.


4. LYA LUFT  VAMOS SER QUEM SOMOS
     Tanto tenho lido e escutado sobre diferenas, preconceitos, o politicamente correto (detestvel na minha opinio, hipcrita e gerador de mais preconceito), que comeo a pensar se no devamos nos livrar das exigncias, receitas, cdigos, ordens, enquadramentos rigorosos e por vezes cruis desta nossa cultura atual. Cultura que propaga liberdade, mas nos veste camisas de fora umas sobre as outras, l vamos ns carregando esse nus, e achando que somos livres  mas nem sabemos o que queremos.
     No  fcil descobrir quem a gente : primeiro, estamos sempre mudando. Na essncia somos algum, mas algumas camadas legtimas da nossa alma (psiqu, mente, no me importa) vo se transformando, para melhor ou pior (quem sabe o que  isso?) com o passar do tempo e as circunstncias. E as escolhas nossas, claro. Conseguimos ser mais abertos ou nos fechamos mais; ficamos mais lcidos ou mais alienados; enfrentamos o mundo de peito mais ou menos aberto ou nos anestesiamos com drogas, bebida, remdios; queremos verdadeiros afetos ou deliramos num sexo sem ternura nem parceria; enfim, escolhas ou destino, e alguma coisa muda.
     Porm dentro do que de verdade somos, ainda que no sabendo muito bem, poderamos ser fiis a ns mesmos. Mas as presses externas se tornam internas, o diabinho do esprito de manada sopra em nosso ouvido,  isso a, vai ser da turma, vai fazer isso e aquilo, e ser assim ou assado, e se vestir (ou despir) conforme a moda, e tudo vale o sacrifcio. Porque se botamos a cabea fora da manada, saindo um pouco que seja do rebanho, aparece algum pra cortar a cabea, brao ou pernas que ficaram fora do quadro. Como? Voc no foi quele vernissage, no visitou aquela cidade, no viu aquele filme, no frequenta aquela academia, no transa tantas vezes, e daqueles jeitos que hoje so os melhores, no tem aquele vibrador, ou vibrador nenhum, que coisa mais sem graa! Voc tem s vinte amigos em uma rede social? Eu tenho mais de mil, em outras muito mais, nunca estou sozinho, tenho um milho de amigos.
     E nos sentimos de fora, nos sentimos pobres, sem jeito, esquisitos at para ns mesmos. Mas, por que motivo, se nos sentimos bem com essas limitaes, com nossa pobreza nas redes sociais, se no conhecemos bem Paris, no frequentamos academia, ou no aquela mais chique, no estamos dentro dos padres, estaramos errados? Nem aceitamos policiamento da linguagem, imaginem! Ainda uso a palavra negro por exemplo, porque quando comeava, burramente, a pensar em afrodescendente, me achando ridcula  porque tenho negros muito prximos, e rabes, e para mim so todos apenas pessoas , me dei conta de que existe uma banda excelente chamada Raa Negra, que os negros batalham pela valorizao da negritude. que as cotas nas universidades vo para negros autodeclarados. Isso faz o politicamente correto parecer incorreto. Se sou de uma cor de pele ou outra, mais agitado ou sossegado, gordo ou magro, ativo ou reservado, por que eu teria de mudar quando surge algum esperto querendo dar ordens? Tem gente que se sente  vontade sendo mais fechado, mais tmido, poucos amigos, mas verdadeiros, e a fica inquieto porque teria de ter cem, ou mil.
     Quero deixar claro aqui que nada tenho contra redes sociais, uso alguma vez o Facebook ou outro, mas nem precisei de mil amigos, nem critico quem os tem. Pois sou mais para reservada do que social, coisa minha. O que me interessa  que a gente tenha conscincia de que no so os duzentos ou mil aqueles a quem posso telefonar no meio da noite dizendo estou mal e viro correndo me ajudar. O que quero dizer  que  bom, bonito, natural, ser natural: com olhos azuis ou chineses, perfil rabe ou cabelo crespo.  bom, bonito, ser tmido ou extrovertido (desde que educado nos dois casos), at mesmo ser meio esquisito, fechado, contemplativo.
     Tudo  positivo se  natural, exceto grosseria, cinismo, hostilidade. E a gente sempre pode melhorar, desde que no seja apenas para ser como os outros querem  e que no seja do mal. A  chato demais.


5. LEITOR

REELEIO DE BARACK OBAMA
Do alto dos meus 50 anos, jamais observei tamanho interesse em poltica quanto agora nas eleies americanas. (A fora da voz de todos, 14 de novembro).
RUVIN BER JOS SINGAL
So Paulo, SP

Foi um salto triplo: Barack Obama, patriotismo e democracia.
EUGNIO ALVARES MACEDO
Abaet, MG

Parabns  democracia na Amrica.
LOURIVAL B. DE OLIVEIRA
Sumar, SP

A reeleio de Obama foi teoricamente positiva para o Brasil na economia. Mas ainda depende de ns. Temos de fazer nossa parte produzindo com preo competitivo, o que implica baixar a carga tributada, melhorar a infraestrutura e diminuir a burocracia.
SRGIO BORBA 
Novo Hamburgo, RS

Barack Obama venceu com uma diferena pequena de votos individuais. Isso demonstra a insatisfao com seu governo de quase metade do povo americano. Toro, porm, para que Obama tome as rdeas da economia, pois o crescimento americano produz reflexos positivos no Brasil e em boa parte do mundo.
CARLOS FABLAN SEIXAS DE OLIVEIRA
Campos dos Goytacazes, RJ

Com a vitria de Barack Obama, prevaleceu o bom-senso. O mundo agradece.
JOO TRIGUEIRO DE ALMEIDA
So Paulo, SP

NORMAN GALL
Felicito o analista Norman Gall pela sua anlise profunda e incisiva sobre os obstculos que emperram o crescimento brasileiro (O pr-sal vai atrasar, Entrevista, 14 de novembro). Concordo plenamente que pouco adianta ter mais verbas pblicas se no houver honestidade na aplicao delas.
WALKIRIA R. CARMO
Paulnia, SP

Norman Gall faz uma anlise clara, objetiva e apartidria dos malefcios, atuais e futuros, de um governo desqualificado, sem projeto e incompetente, preocupado quase que exclusivamente com a perpetuao no poder, o enriquecimento da companheirada e aliados, e as manobras para articular, operar e camuflar seus malfeitos, numa medida que nunca antes na histria deste pas foi vista.
EDUARDO MARAFANTI
So Paulo, SP

Na brilhante entrevista, Norman Gall mostra que a falta de gesto impera, salvo rarssimas excees, em todo o Brasil.
CLEBER FORTUNATO DA CONCEIO
Rio de Janeiro, RJ

A presidente da Repblica e a presidente da Petrobras deveriam se aconselhar melhor com Norman Gall.
YVANILDO ESTANQUEIRO
Rio de Janeiro, RJ

Parabenizo Norman pela coragem de apontar as verdades sobre a crise na Petrobras baseando-se em fatos  que a propaganda do governo tenta esconder. Os problemas da Petrobras precisam ser enfrentados.
MARLY WINNIE
Salvador, BA

MALSON DA NBREGA
No artigo A sada  a infraestrutura, mas... (14 de novembro), o economista Malson da Nbrega traou um norte para o crescimento de qualquer pas em desenvolvimento.  de bom-senso que a presidente Dilma Rousseff esquea as ideologias e invista na melhoria de nossas rodovias, ferrovias e portos.
ANTONIO FILHO
Joo Pessoa, PB

DILMA E A LIBERDADE DE IMPRENSA 
Parabenizo a presidente Dilma Rousseff pelo recado dado aos que, no intuito de se manter no poder a qualquer custo, e agindo contra a vontade do povo brasileiro, engendram artimanhas para pr freio na liberdade de imprensa e no trabalho de rgos de fiscalizao e controle (Recado aos liberticidas, 14 de novembro).
CHARLES ALBERTO CREPE
Apucarana, PR

A presidente Dilma vem cumprindo com fidelidade suas promessas de campanha. Ela prima pela tica e pela meritocracia em sua gesto. O povo mais esclarecido e politizado no tolera mais os desvios dos recursos pblicos, que fragilizam muitos e beneficiam uma minoria j privilegiada. Sabe-se que a aplicao eficiente e eficaz dos recursos pblicos  condio imprescindvel para a jornada exitosa rumo ao desenvolvimento sustentvel. Portanto,  provvel que aqueles que se opuserem a esse anseio maior dos brasileiros venham a sucumbir politicamente no prximo pleito. Ela fortalece a poltica e fragiliza a danosa e famigerada politicagem. O povo brasileiro merece o melhor.
MANUEL SOUZA NETO
Fortaleza, CE

Contra as perspectivas do ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff vem se pronunciando com veemncia contra qualquer tentativa de censura aos meios de comunicao, responsveis diretos que foram pelas denncias que conduziram ao julgamento do mensalo. Mais uma vez fica demonstrado que o destino escreve certo por linhas tortas.
ELIZIO NILO CALIMAN
Braslia, DF

CASO UNICEL
Com todas as evidncias apresentadas e as obscuridades das informaes mostradas na reportagem O prejuzo que vai dar lucro (14 de novembro),  praticamente inconcebvel a aprovao do negcio no caso Unicel, que tem  frente o marido da ex-ministra Erenice Guerra. Por mais benfeito que tenha sido o lobby, a Agncia Nacional de Telecomunicaes no vai sucumbir  transao nebulosa.
SAMUEL DO VALLE
Divinpolis, MG

CRIMINALIDADE EM SO PAULO
Em respeito aos milhes de leitores e aos assinantes, como eu, dessa conceituada revista, manifesto-me sobre a carta da leitora Mara Montezuma Assaf (Leitor, 14 de novembro), na qual ela cita o projeto de lei que apresentei com fundamento na Lei Orgnica da Polcia Civil e que buscava, unicamente, o retorno fsico da Corregedoria da Polcia Civil para a prpria Polcia Civil. Ele no foi arquivado. Apenas, quando da sua apreciao em plenrio, devido  ausncia de vrios parlamentares, no houve o qurum exigvel. A qualquer momento, pode ser pautado novamente para a discusso e votao do mrito do projeto. Gostaria de salientar que o simples retorno da Corregedoria para a Polcia Civil no retiraria do secretrio de Segurana Pblica, Antonio Ferreira Pinto, nenhum poder sobre o rgo, j que ele poderia  e pode  nomear quem quisesse para chefiar a Corregedoria e at mesmo coloc-la, fisicamente, na sua prpria sala. O propsito do projeto  resguardar a dignidade da Polcia Civil e cumprir a lei. O secretrio de Segurana Pblica tem enfrentado com coragem e dignidade a onda de criminalidade que assola o nosso estado, aquecida por ingredientes polticos inconfessveis, entende o objetivo do projeto de lei que vem tramitando na Assembleia Legislativa de So Paulo. queles que tiverem interesse, sugiro consulta ao site da Assembleia Legislativa para conhecer o texto e a justificativa do projeto que apresentei.
CAMPOS MACHADO
Deputado estadual e presidente estadual do PTB
So Paulo, SP

MULHERES-BOMBA
 impossvel no virar o pescoo diante desses monumentos, visveis at demais. A reportagem As tticas das mulheres-bomba (14 de novembro) esta tima, instrutiva, ilustrada e mostra todos os lados dos excessos.
MARA NARCISO
Montes Claros, MG

Fui casado com uma dessas mulheres-bomba. Por causa do consumo de anabolizantes, nosso casamento de 23 anos e nossa famlia foram destrudos. Meus filhos moram comigo e no mantm contato com a me, uma mulher de 44 anos que os anabolizantes transformaram por fora e por dentro. Hoje, seu rosto est deformado. Ela era linda... Foram quatro anos de luta contra essas drogas, Elas passam despercebidas, mas so um grande problema de sade pblica e at mesmo de polcia. Afinal, estamos falando de trfico. Minha mulher se tornou uma pessoa agressiva e egocntrica. Os anabolizantes do uma sensao de invencibilidade e, com isso, minam o senso tico e moral de seus usurios. Eles se tornam refns de seus mpetos sem limites.
M. C.
So Paulo, SP

As adeptas do expansionismo corporal sofrem de um grave efeito colateral: a atrofia do crebro.
GERGIA TIMO
Palmas, TO

CINCIA SEM FRONTEIRAS
Sou pai de aluno da Ufop-MG contemplado por mrito com uma bolsa de estudos do programa Cincia sem Fronteiras (hoje, ele est estudando na Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, em Portugal), no curso de engenharia geolgica, e parabenizo VEJA pela excelente reportagem O mundo  nosso! (7 de novembro). Reafirmo o pedido para que o governo federal no desista desse projeto e invista cada vez mais nesses jovens que, por mrito, tm a oportunidade de buscar novos conhecimentos em faculdades internacionais de excelncia para, no futuro, aplic-los no desenvolvimento do nosso Brasil.
RONALDO CNDIDO
Sete Lagoas, MG

Sou professor titular do Departamento de Engenharia Mecnica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), um dos mais conceituados do pas no exterior. A maioria absoluta dos pesquisadores mais ativos do Brasil na rea de engenharia tem srias restries ao programa Cincia sem Fronteiras. Primeiramente, porque ele foi improvisado e executado aodadamente,  revelia da comunidade cientfica nacional: em segundo lugar, porque subtrai preciosos e j escassos recursos pblicos, ocasionando at mesmo a paralisao do fomento  pesquisa por parte do governo federal. Enquanto laboratrios das poucas e melhores (por que no dizer, uma dzia) escolas de engenharia do Brasil esto sucateados e seus pesquisadores sem recursos para consolidar at mesmo acordo de cooperao internacional, seus melhores alunos so subtrados e enviados ao exterior para subsidiar as universidades dos pases centrais da cincia. Isso sem que seus orientadores acadmicos sequer saibam para que instituies foram destinados. A entrevista com o professor Yongmin Kim, no comando do Postech, na Coreia do Sul,  reveladora porque nos leva  concluso de que no se podem construir instituies slidas em pas algum por meio de planos urdidos entre quatro paredes, politicamente apoiados at mesmo para agregar estatsticas favorveis a governos carentes de resultados concretos na educao, como  o caso do governo brasileiro. Tais planos, alm de dispersar os melhores alunos, contribuem para desmoralizar o que resta de pesquisadores atuantes nas engenharias. Por essas razes, podemos seguramente afirmar que o mundo continuar sendo somente deles.
SERGIO COLLE
Professor da UFSC
Comendador da Ordem do Mrito Cientfico Nacional
Florianpolis, SC

CLAUDIO DE MOURA CASTRO
Vejo a necessidade de democratizar o contedo dos vestibulares e do Enem, que hoje  determinado pelo MEC e pelas universidades (Reitores mandam no ensino mdio, 14 de novembro).
DERMIVAL IVAN MARTINS
Vitria, ES

PACTO NACIONAL
As relaes entre a democracia e a educao so indissolveis. Uma no pode se separar da outra. Parece estranho o ministro da Educao, Aloizio Mercadante, querer reunir Lula e FHC em uma campanha publicitria do Pacto Nacional pela Alfabetizao na Idade Certa (Esse pacto, no, Radar, 14 de novembro). Infelizmente, a ideia foi desfeita pelo Planalto. Com certeza, FHC, que topou, em muito iria contribuir. Pena que as divergncias polticas falaram mais alto.
ANTONIO CARLOS DE MELLO
Londrina, PR

MENSALO E O CASO CELSO DANIEL
A investigao sobre a morte do ex-prefeito de Santo Andr Celso Daniel, em 2002, poder revelar a principal artria de financiamento do mensalo (A conexo Santo Andr, 14 de novembro).
LUCAS RIBEIRO GONALVES DIAS
Campo Grande, MS

O empresrio Marcos Valrio pode no ter credibilidade, contado VEJA faz muito bem em retornar ao misterioso caso de Santo Andr. Por que Ronan Maria Pinto  o empresrio acusado de chantagem contra Lula e Gilberto Carvalho  obteve um emprstimo do Banco Rural no valor de 1,4 milho de reais, dando como garantia um terreno de 80.000 reais? Por que, em 2003, o PT pagou 500.000 reais de honorrios advocatcios a Aristides Junqueira, ex-procurador-geral da Repblica, para acompanhar o caso do ex-prefeito? Advogados receberam honorrios em envelopes e sacolas. O pagante foi Marcos Valrio, a pedido de Delbio Soares e companhia. So fatos que se transformam em indcios e circunstncias, os quais geram o quadro da verdade, segundo o STF. A imprensa, a exemplo de VEJA, no pode permitir o enterro dos fatos.
AMADEU R. GARRIDO DE PAULA
So Paulo, SP

EDUARDO CAMPOS
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, j mostrou  com sua administrao no estado e o desempenho de seu partido (PSB) nas eleies municipais de 2012  estar preparado para alar voos mais altos (Um caminho sem retorno, 14 de novembro). Quem ganha com isso  a democracia.
KELSON G. DOS ANJOS 
Natal, RN

Tudo na vida tem seu tempo... Eduardo Campos para presidente do nosso pas. O
Brasil agradece.
MARCELO KATER
Recife, PE

NDIOS
Sria e brilhante a reportagem O que querem os ndios (14 de novembro). Moro na cidade de Dourados h quase trinta anos e observo que os ndios foram massa de manobra de pessoas mal-intencionadas. ndios que moram no pas so brasileiros, e no uma nao indgena. Ou ser que eles vo querer declarar independncia?
FLAVIO SOUZA
Dourados, MS

Diante das informaes mostradas por VEJA, parece que a tutela que o governo exerce sobre algumas centenas de milhares de indgenas j no tem razo de ser. Os ndios esto perfeitamente entrosados com o modo de viver dos brancos. Mais da metade das famlias indgenas (64%)  beneficiria do programa Bolsa Famlia. Quase a metade (46%) recebe cesta bsica da Funai. Os ndios querem acesso aos servios de sade e a outras conquistas do branco.
JAIR GOMES COELHO 
Vassouras, RJ

Os ndios querem o que todo mundo quer: viver bem.
FAUSTO FERRAZ FILHO
So Paulo, SP

Muitas entidades e rgos do governo s pensam em tirar proveito da situao dos ndios.
CARLOS HUMBERTO SCIGLIANO
Ilhus, BA

J.R. GUZZO
Por escolha ou determinao biolgica, muitos casamentos entre homens e mulheres no geram filhos. Nem por isso eles so menos vlidos (Parada gay, cabra e espinafre, 14 de novembro).
FILIPE SANTOS OLIVEIRA
Braslia, DF

Pelo princpio defendido pelo autor, filho adotado no seria parente.
NEILTON BATISTA ROZA JUNIOR
Santos, SP

O autor afirma que o casamento pode ser apenas entre um homem e uma mulher porque a lei diz isso. Mas o que se questiona  justamente se a lei est correta.
ARTUR GONALVES ZALEWSKA 
So Paulo, SP

Acredito fortemente na livre expresso de opinies e sou contra qualquer tipo de censura. Dito isso, quero expressar minha indignao com o artigo. Homossexuais so minoria na populao e precisam lutar como podem pela equiparao de direitos.
ARTUR BOSCHI
Porro Alegre, RS

O artigo de J.R. Guzzo diz que a criminalizao da homofobia  uma postura primitiva do ponto de vista jurdico, aleijada na lgica e impossvel de ser executada na prtica. A experincia nos pases onde homofobia  crime demonstra o contrrio.
LUIZ MOTT
Salvador, BA

Penso que, antes de transformar em lei todas as queixas dos homossexuais, deveria haver um debate sobre o que, afinal,  homofobia, levando-se em conta os interesses e costumes de toda a sociedade.
ALESSANDRO V. LIMA
Vitria, ES

Sou mdico, gay, com mais de vinte anos de exerccio profissional. A questo da condio homoafetiva foi ignorada no artigo. As relaes de amor, atrao fsica, resoluo de conflitos e outras so as mesmas entre casais, independentemente do formato de sua relao.
NEWTON LEMOS
Braslia, DF

O artigo de Guzzo me fez pensar se a evoluo das liberdades individuais que ele relata realmente ocorreu.
JONAS STEFANI
Toronto, Canad

Ningum est livre de sofrer preconceito. O valor de uma pessoa est no seu carter, e no na sua orientao sexual.
NATALIA DE. PAULA
Braslia, DF

O artigo traduziu o que penso mas me sinto proibida de dizer.
CLAUDIA RODRIGUES ALMEIDA
So Paulo, SP

Daqui a pouco, o simples fato de eu no querer namorar ou ficar com um gay pode me transformar em homofbico perante a lei.
WESLEY PORTELA
Itapevi, SP

Sugiro que releiam o artigo de J.R. Guzzo. Com calma. Disse muito bem o autor: no devemos nos deixar levar pela ideia de ver os homossexuais como um conjunto isolado.
ANGELA CAMPOS
Rio de Janeiro, RJ

No entendi o repdio nas redes sociais ao artigo. Ser que as pessoas no entendem o que leem?
RAPHAEL MARTINS DA SILVA
Rio de Janeiro, RJ

Nota da Redao: VEJA lamenta que o artigo em questo tenha sido interpretado por alguns leitores de uma maneira que no coincide com as intenes do autor e da revista.

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
AMAZON
A DLD, a distribuidora de livros digitais que rene Rocco, Sextante, Objetiva e Record, enfim se acertou com a Amazon. Fazia mais de um ano que a varejista americana negociava, negociava, mas nada conclua. Agora, as duas entraram em acordo. S falta assinar. www.veja.com/radar

COLUNA
AUGUSTO NUNES
MARCOS VALRIO
O pacto que garantiu a mudez de Marcos Valrio foi rompido pela condenao a quarenta anos de cadeia. O julgamento do mensalo vai terminando, mas o completo esclarecimento da trama est longe do fim. www.veja.com/augustonunes 

QUANTO DRAMA!
PATRICIA VILLALBA
A EX-MULHER
Todo autor de novela sabe o poder de destruio de uma ex-mulher inconformada e ressentida em uma trama. Manoela (Guilhermina Guinle)  a representante da classe na nova Guerra dos Sexos, da Globo. www.veja.com/quantodrama 

ESPELHO MEU
LUCIA MANDEL
SEM PELOS
No  comum mulheres terem pelos grossos no queixo, pescoo ou face. Isso pode indicar alterao hormonal, e a mais frequente  a sndrome dos ovrios policsticos (SOP). www.veja.com/espelhomeu

MAQUIAVEL
A FILA DOS PARTIDOS
A lista de partidos do Brasil s cresce: hoje, so trinta siglas. De 2011 para c, surgiram trs  o PSD, o PPL e o PEN. Mas a fila parece no ter fim. Nada menos do que dezesseis partidos embrionrios constam da base de dados do TSE. So legendas que j entregaram parte das assinaturas necessrias para obter o registro definitivo. Entre as novas legendas que podem conseguir acesso aos recursos do fundo partidrio e atormentar o eleitor durante o horrio poltico esto o Partido da Mulher Brasileira, o Partido Cristo, o Partido da Liberdade Solidarista e o Partido dos Servidores Pblicos e dos Trabalhadores da Iniciativa Privada do Brasil (PSPB).
www.veja.com/politica

NOVA TEMPORADA
PERSONAGEM NOVO EM TRUE BLOOD
O britnico Rob Kazinsky  o mais novo contratado para a sexta temporada de True Blood. Ele interpretar Ben, personagem descrito como um rapaz extremamente bonito e sedutor, que atrai a ateno de homens e mulheres. Todo esse charme, no entanto, esconde um mistrio: Ben  uma fada masculina. A nova temporada ter dez episdios. As filmagens comeam em janeiro e a estreia est prevista para junho de 2013.
www.veja.com/temporada

SOBRE IMAGENS
TERENCE SPENCER
O fotgrafo britnico Terence Spencer (1918-2009) produziu inmeras reportagens sobre os conflitos raciais na frica do Sul para a revista Life. Tambm fez reportagens sobre a Guerra do Vietn, as crises no Oriente Mdio e Cuba. Em 1963, voltou para a Inglaterra e documentou a cena cultural efervescente de Londres no comeo dos anos 1960, alm de abordar temas polticos e sociais. O blog mostra um panorama da carreira de Spencer.
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 Esta pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  NOVOS CAMINHOS NA ABORDAGEM DO AUTISMO
Novos conhecimentos e metodologias favorecem o diagnstico precoce e o tratamento de crianas autistas.

     O autismo  um transtorno caracterizado, principalmente, pelo prejuzo da sociabilidade. Os sinais aparecem antes do terceiro ano de vida: em vez de progredir no desenvolvimento das habilidades, a criana involui. Isola-se, no interage nem com a me, no faz contato visual, pode apresentar dificuldade de linguagem e comunicao e comportamentos agressivos ou restritivos, como ficar balanando o corpo para frente e para trs, dentre outras caractersticas. O autismo no tem cura, mas o diagnstico precoce faz toda a diferena, pois  o ponto de partida para o incio de um programa de tratamento.
     Junto com outras doenas correlatas, o autismo  classificado como transtorno global do desenvolvimento. Atualmente, ganha espao o conceito de transtorno do espectro autista (TEA) que categoriza tudo como autismo, inclusive as correlatas, considerando as gradaes: leve, moderado e grave. Esse novo referencial facilita o diagnstico, que nem sempre  simples, por causa da variabilidade de comportamento da criana com autismo.
     Vindo da neurocincia, o entendimento de que temos um crebro social teve um papel importante na compreenso do diagnstico do autismo, pois mostra que a forma como o crebro funciona se reflete no comportamento. Temos, por exemplo, uma cognio social, que nos confere habilidades como a de perceber a emoo na face do outro ou de interpretar o contexto em que estamos para modular nossos comportamentos. Outra habilidade desse crebro social  a capacidade de nos colocar no lugar do outro, criando empatia, fator importante nas interaes sociais. Crianas autistas apresentam alteraes funcionais no crebro que resultam em deficits de habilidades como essas.
     Testes neuropsicolgicos permitem identificar se o quadro da criana  compatvel com autismo, quais so as habilidades cognitivas mais prejudicadas e, a partir da, planejar intervenes para desenvolv-las. So atividades direcionadas, com metas estabelecidas e com monitoramento da evoluo.
     Quanto mais cedo o programa de intervenes comear, maiores so as chances de o autista se desenvolver melhor, com mais qualidade de vida. Por isso, se a famlia comeou a identificar alguns sinais de que h algo diferente no desenvolvimento ou comportamento da criana, o melhor caminho a seguir  o do consultrio do pediatra, do neuropediatra ou do psiquiatra infantil. Se houver suspeita de autismo, eles encaminharo o paciente para outras avaliaes que permitiro a confirmao do diagnstico  quanto mais precoce melhor.

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